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Ouriquense

12
Jul17

Uma antipatia deontológica

Eremita

Na minha curta carreira na ciência, entre 1994 e 2008, conheci seis chefes. Quando ainda era estudante Erasmus, tive em Gif-sur-Yvette, nos arredores de Paris, um orientador norte-americano, drosofilista e geneticista (passo o pleonasmo) com um sentido de humor refinado. A seguir, durante o doutoramento no Institut Pasteur, no 15e arrondissement (Paris), comecei com um italiano, bioquímico e imunologista, personalidade difícil com queda para a biologia de populações, que viria a morrer em condições trágicas, e fui depois orientado por uma portuguesa cosmopolita, despachadíssima, imunologista e hematologista. Durante o pós-doutoramento, do outro lado do oceano, tive um chefe norte-americano talhado para o sucesso, judeu não praticante, que nasceu em França, cresceu no Brasil e se fez homem em Nova Iorque. Regressado a Lisboa e já investigador independente, tive um director de instituto português, brilhante e sedutor, e depois um chefe inglês que tentava compensar com excentricidade a falta de carisma. À excepção desta última figura, com quem me incompatibilizei, tive com todos os outros chefes uma relação cordata e senti-me sempre muito estimado. Alguns deles chegaram inclusive a ajudar-me em momentos muito complicados e devo-lhes provavelmente mais do que alguma vez serei capaz de lhes expressar. Poderia ter ficado amigo muito chegado de qualquer um deles, mas sempre evitei cultivar amizades com superiores hierárquicos. Na minha cabeça, se houver motivos para despedir um subalterno, é importante que um chefe não se sinta condicionado por relacionamentos pessoais. 

 

 

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