Terça-feira, 8 de Março de 2011
Terça-feira, 08 de Março, 2011

 

Ourique, autor desconhecido

 

 

Com o renascimento, volta a mundanidade. Aqui em Ourique, depois da transformação de Conceição Lino em membro de um júri de programa de variedades, defendemos que Fernanda Freitas é a jornalista mais gira em actividade no território nacional. Deixa Ana Lourenço a milhas, pois Lourenço depende muito das maquilhadoras e parece-me óbvio que há naquela equipa algumas tensões por resolver.

 

[Aqui escreverei um parágrafo sobre Fernanda Freitas, mas ao estilo dos desenhadores de tribunal, pelo que preciso de estar a presenciar o Sociedade Civil - essa será a regra, mas iremos também à imprensa, desde que haja foto]

 

Esta nova série sobre As Mais Belas Mulheres de Portugal (inspirada naquele livrinho sobre as aldeias, que muito me marcou e sobre o qual há rumores de corrupção a propósito da entrada da vila de Ourique*) visa responder a duas necessidades: 1) resistir às idas ao Pingo Doce e aos encontros fortuitos com Tatiana; 2) resistir à leitura de Pavese, Kleist e Wallace, raramente em simultâneo mas por vezes ao som de Nick Drake. Não vamos mostrar fotos de mulheres, 2003 foi há muitos anos e o Ouriquense nasceu com o verbo e morrerá pelo verbo. Em regra, creio que farei comparações de contexto corporativo e não definirei escalões etários. Haverá uma quota de 10% para loiras (verdadeiras), que de outro modo seriam excluídas da competição. Só conta gente viva. Admito incluir transexuais, inadvertida ou intencionalmente, mas não travestis.  Só entra gente conhecida, para o texto fazer sentido ao leitor, embora não fique mal lembrar que para qualquer pessoa com um mínimo de experiência urbana as mulheres mais bonitas com que nos cruzamos são criaturas anónimas - e a seu tempo teremos a série (mais autobiográfica, forçosamente) Monumento à mulher desconhecida. Podem obrigar-me a abortar a série se usar as seguintes palavras proibidas ou os seus derivados: diáfano, alabastro, esmeralda, torneada, cinzelada, arrebatador, pêssego, sedosos, penetrantes, voluptuosa, aquilino, carnudos, mel e cintilantes (devem contribuir para esta lista proibida e  assim fazemos um joguinho à Pèrec). Sejam civilizados nos comentários.

 

* Somos incorruptíveis, mas gostamos de testar os nossos limites.


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Eremita às 17:56
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