Quinta-feira, 12 de Maio de 2011
Quinta-feira, 12 de Maio, 2011

As with astronomy the difficulty of recognizing the motion of the earth lay in abandoning the immediate sensation of the earth's fixity and of the motion of the planets, so in history the difficulty of recognizing the subjection of personality to the laws of space, time, and cause lies in renouncing the direct feeling of the independence of one's own personality. But as in astronomy the new view said: "It is true that we do not feel the movement of the earth, but by admitting its immobility we arrive at absurdity, while by admitting its motion (which we do not feel) we arrive at laws," so also in history the new view says: "It is true that we are not conscious of our dependence, but by admitting our free will we arrive at absurdity, while by admitting our dependence on the external world, on time, and on cause, we arrive at laws."

 

In the first case it was necessary to renounce the consciousness of an unreal immobility in space and to recognize a motion we did not feel; in the present case it is similarly necessary to renounce a freedom that does not exist, and to recognize a dependence of which we are not conscious.

 

FIM


Ninguém cita a última frase do melhor romance de todos os tempos. Porque é pouco inspirada? Pouco últil? Demasiado longa? Incómoda? Não. É  simplesmente por ser uma frase complicada.



Eremita às 14:12
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Domingo, 8 de Maio de 2011
Domingo, 08 de Maio, 2011

Está um dia propício para a prática da leitura e sinto-me muito ansioso. Terminei o livro 11 e creio que Tolstói vai começar a atar as pontas soltas. Um indício: Helène quina no princípio do livro 12, de uma forma tão sumária e inglória que podia ter sido - olha, justamente - o Martin Amis a escrever a passagem. Este tropismo pelo fim começa a ser irresistível depois dos 3/4 e varia na proporção directa do tamanho do livro, sobretudo se for um livro com enredo, o que é o caso de Guerra e Paz. Dou comigo a querer saber o que acontece com André, Pierre e Natasha, curiosidade que já não experimentava desde o La Possibilité d'une Île, do Houellebecq, porque tenho lido escritores menos talentosos ou mais experimentais do que o russo e também alguns livros cuja história já conhecia. Uma pessoa sente-se viva - e até feliz -  quando isto acontece, mas vou frear o entusiasmo porque tenho umas notas em atraso sobre o livro e se o acabo nunca mais as escreverei. Por agora deixo apenas os tópicos:

 

Andrei e Natasha: uma história de amor pouco credível. 

 

Andrei e Pierre: ausência e presença.

 

Sobre o ganho de capacidades cognitivas de Pierre.

 

Tolstói e as ciências duras.

 

Serei o único a ver na entrada de Napoleão em Moscovo a descrição de uma violação sexual?

 

Em que momento se deixa de sorrir no Guerra e Paz? Uma análise quantitativa.

 

Guerra e Paz versus Infinite Jest à luz da ferramenta Cohn-Metrix



Eremita às 10:52
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Terça-feira, 3 de Maio de 2011
Terça-feira, 03 de Maio, 2011

 But believe me, my dear boy, there is nothing stronger than those two: patience and time, they will do it all.


Kutuzov Livro 10, capítulo 6

 

 

Cruzei-me hoje com o Gaspar, que vinha com um poster enrolado em canudo debaixo do braço. Perguntei-lhe se era para decorar o cineclube e ele confirmou com a cabeça. Perguntei-lhe depois de que filme era e ele fez um ar de enfado, hesitou, mas lá se decidiu a desenrolar o poster. Era do The Shawshank Redemption.

 

- Deves desprezar este filme, a história é do Stephen King...

- De tod..

- Mas só o comprei pelo olhar do Tim Robbins.

- O olhar do Tim Robbins?

- Apesar do handicap que é a sua cara de bebé, neste filme ele consegue a melhor máscara da esperança que conheço.

- Sem semicerrar os olhos?

- Sem semicerrar os olhos. É uma espécie de fitar o horizonte introspectivo.

 

Não tenho nenhum desprezo por The Shawshank Redemption. Creio até que é um dos meus feel good movies preferidos. Menos primário que os Rocky e menos lamechas que o Dead Poets Society, sem deixar de ser um filme para rapazes, é sobretudo um hino à paciência e à força da vontade. Revi o filme com Gaspar, ontem. A suprema prova de resistência surge quando o herói, depois de passar um mês na solitária, é ameaçado e obrigado a passar um segundo mês isolado de todos. Nem um eremita a sério resistiria a isto:

 

 

 

Depois do filme, voltei à audição do Guerra e Paz. Ia a mais de metade do livro 10 quando percebi que até agora este é o mais importante de todos os livros, pela descrição do conceito de História de Tolstoy (um eloquente "shit happens"), pela morte do velho Bolkonsky e por ganhar protagonismo o povo, depois de nove livros sobre aristocratas, os Bezukhovs, os Bolkonskys, os Kuragins, os Drubetskoys e os Rostovs. Ainda sob efeito do Shawshank, voltei ao princípio do livro 10 e estou a ouvir tudo outra vez.

 



Eremita às 17:47
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Quinta-feira, 28 de Abril de 2011
Quinta-feira, 28 de Abril, 2011

A frase batida sobre a originalidade das famílias tristes e a uniformidade das famílias felizes (Anna Karenina) parece ser criticada pelo próprio Tolstói na caricatura que faz do amor entre os melancólicos. Para o tolstoiano debutante, há aqui algum consolo, pois a ideia da riqueza e complexidade da tristeza por contraste com simplicidade da alegria é tão primária e hipócrita como o também batido enamoramento pelos derrotados. No capítulo 4 do livro 8 temos o warm up -  "'To please Moscow girls nowadays one has to be melancholy. He is very melancholy with Mademoiselle Karagina,' said Pierre" - para a paixão de Julie e Boris, que surge logo depois e é desmontada com particular gozo.

 

To Boris, Julie was particularly gracious: she regretted his early disillusionment with life, offered him such consolation of friendship as she who had herself suffered so much could render, and showed him her album. Boris sketched two trees in the album and wrote: "Rustic trees, your dark branches shed gloom and melancholy upon me."

On another page he drew a tomb, and wrote:

La mort est secourable et la mort est tranquille.

Ah! contre les douleurs il n'y a pas d'autre asile.*

*Death gives relief and death is peaceful.

Ah! from suffering there is no other refuge.

Julia said this was charming

"There is something so enchanting in the smile of melancholy," she said to Boris, repeating word for word a passage she had copied from a book. "It is a ray of light in the darkness, a shade between sadness and despair, showing the possibility of consolation."

In reply Boris wrote these lines:

Aliment de poison d'une ame trop sensible,

Toi, sans qui le bonheur me serait impossible,

Tendre melancholie, ah, viens me consoler,

Viens calmer les tourments de ma sombre retraite,

Et mele une douceur secrete

A ces pleurs que je sens couler.*

*Poisonous nourishment of a too sensitive soul,

Thou, without whom happiness would for me be impossible,

Tender melancholy, ah, come to console me,

Come to calm the torments of my gloomy retreat,

And mingle a secret sweetness

With these tears that I feel to be flowing.

For Boris, Julie played most doleful nocturnes on her harp. Boris read Poor Liza aloud to her, and more than once interrupted the reading because of the emotions that choked him. Meeting at large gatherings Julie and Boris looked on one another as the only souls who understood one another in a world of indifferent people.

 



Eremita às 09:58
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Segunda-feira, 25 de Abril de 2011
Segunda-feira, 25 de Abril, 2011

The Bible legend tells us that the absence of labor- idleness- was a condition of the first man's blessedness before the Fall. Fallen man has retained a love of idleness, but the curse weighs on the race not only because we have to seek our bread in the sweat of our brows, but because our moral nature is such that we cannot be both idle and at ease. An inner voice tells us we are in the wrong if we are idle. If man could find a state in which he felt that though idle he was fulfilling his duty, he would have found one of the conditions of man's primitive blessedness. And such a state of obligatory and irreproachable idleness is the lot of a whole class- the military. The chief attraction of military service has consisted and will consist in this compulsory and irreproachable idleness. Livro 7, primeiro capítulo



Eremita às 21:12
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Sábado, 9 de Abril de 2011
Sábado, 09 de Abril, 2011

 

 

Do filme L'Offense, de Sanislas Berrier*

 

Quando Dolokhov defronta Pierre num duelo e sai gravemente ferido, ao ponto de o leitor por momentos o julgar morto, senti um enorme alívio. Atraído pela possibilidade de arrumar definitivamente uma personagem cujo nome a minha memória não consegue reter (ou separar de  Denisov), desejei tanto que o homem estivesse morto quanto ansiei pelo regresso do missing in action Andrei (André) à história. Como leitor, sou primário. Uns deformarão a obra-prima de Tolstói  com os seus preconceitos religiosos, nacionalistas, históricos ou literários. Eu consigo fazer o mesmo, mas sem ir além de simples afinidades fonéticas. Uma coisa é certa: quando chega ao livro V, o leitor está viciado no enredo e é possível ler o Guerra e Paz com a ligeireza de quem assiste a uma telenovela brasileira. Moby dick e até o Quijote exigem infinitamente mais.

 

* O tolstoiano reparará que são várias as diferenças entre esta cena e o relato do duelo no livro, mas de todas as cenas de duelos que o Youtube disponiliza, esta é a que mais se aproxima, devendo ser imaginada com nevoeiro (se o nevoeiro em Tolstói também pode fazer de pano que sobe, é sobretudo um efeito especial que convoca para a proximade do corpo-a-corpo os adversários afastados pelas convenções da luta no século XIX - o que serve para batalhas entre exércitos e para os duelos). Vai até ao requinte de incluir uma mulher no fim, que pode bem passar por Hélène, a mulher de Pierre. Uma cabra, acrescente-se.



Eremita às 16:32
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Quarta-feira, 23 de Março de 2011
Quarta-feira, 23 de Março, 2011

 

 

 

Napoleão faz a sua primeira aparição, em presença, na parte final do capítulo XIV do terceiro livro. É uma entrada discreta e algo frustrante, tendo em conta as inúmeras referências que vai recolhendo até aí. Estava preparado para fazer um paralelo entre o  aparecimento de Napoleão e o já muito comentado aparecimento tardio do tubarão, em Jaws, interpretado como parte do sucesso do filme, embora, segundo se conta, essa não terá sido uma opção artística mas antes improvisada, porque havia um problema mecânico qualquer com o brinquedo e um plano de filmagens para cumprir. Infelizmente, o paralelo não funciona. O único elemento cénico que dá alguma solenidade ao momento da entrada de Napoleão é o nevoeiro, que se dissipa para que o imperador possa entrar em cena praticamente de repente, mas as divergências culturais entre o leitor e o autor não contribuem para um acaso de efeito compensador, antes pelo contrário, pois para um português um nevoeiro leva à associação imediata com Dom Sebastião, um monarca pouco assustador. Em todo o caso, Napoleão ganha a batalha e nesta fase do livro estamos como no futebol, o que conta é o resultado.



Eremita às 11:28
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Quinta-feira, 17 de Março de 2011
Quinta-feira, 17 de Março, 2011

 

A escrita de Tolstói funciona melhor nos salões da alta sociedade do que no campo de batalha. Nos salões, pode ir de um daqueles longos planos à Robert Altman até um close-up à Cassevetes, mas no terreno de batalha as grandes imagens de conjunto e as cenas de acção falham sistematicamente, resultando apenas as descrições de pormenor e em grande proximidade. A culpa não é de Tolstói, é da populariadde do cinema e da televisão. Quem vê os minutos iniciais de Saving Private Ryan passa imediatamente à condição de veterano de guerra a custo zero, pelo menos no que respeita à informação visual. A escrita nada pode fazer contra isto, seria o mesmo que pedir o K.O. de um peso-pesado a um peso-pluma. Onde a escrita ganha à imagem é quando entra na cabeça das personagens. Se a voz-off no cinema soa quase sempre bizarra e é um recurso de alguma maneira desonesto, na escrita é perfeitamente natural  e no campo de batalha o efeito resulta muito bem, como se só o crânio pudesse ser a caixa-de-ressonância dos tiros de canhão.

 

Um tique de escrita que muito me diverte em Tolstói é o de oferecer várias opções ao leitor, sempre em discurso directo, para ajudar a perceber uma determinada acção ou expressão facial. Fica ao critério de cada um concluir se Tolstói  se revela incapaz de se decidir pela melhor opção ou se  investe propositadamente nas opções múltiplas, ou seja, se é por narcisismo ou virtuosismo justificado. Deste recurso ao discurso directo emerge um paralelo que compara versões extremadas de um mesmo recurso. Ou o seu bom e mau uso, se quisermos. Este contraste cristaliza-se no uso de duas palavras. Na tradução que leio (em inglês), as opções apresentadas por Tolstói são separadas por "or", que transcende a sua simples função de conjunção, assumindo pela sua precisão lógica o papel de operador booleano, e nisso contrastando com o "like" usado pelos adolescentes americanos para o mesmo efeito. No fundo, creio que me diverte esta associação entre a forma de escrever de um dos mais conceituados escritores da história da literatura e a degenerescência do inglês dos jovens americanos que é o processo de gramaticalização em curso do "like" para introduzir um discurso directo,  seguramente um dos mais baixos pontos na tradição oral desde que há registos fonográficos e talvez até desde o Homo erectus.

 



Eremita às 07:50
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Segunda-feira, 14 de Março de 2011
Segunda-feira, 14 de Março, 2011

Para quem ainda duvida da apreensão de uma obra via audiolivro, afirmo que no começo do capítulo XX do livro segundo há uma redundância  que alguns editores teriam eliminado (podemos discutir se as duas frases cumprem ali alguma função, e é verdade que invertê-las seria desastroso, o que é um argumento a favor de Tolstói, mas isso é outra conversa).

The moment he heard the firing and the cry from behind, the general realized that something dreadful had happened to his regiment, and the thought that he, an exemplary officer of many years' service who had never been to blame, might be held responsible at headquarters for negligence or inefficiency so staggered him that, forgetting the recalcitrant cavalry colonel, his own dignity as a general, and above all quite forgetting the danger and all regard for self-preservation, he clutched the crupper of his saddle and, spurring his horse, galloped to the regiment under a hail of bullets which fell around, but fortunately missed him. His one desire was to know what was happening and at any cost correct, or remedy, the mistake if he had made one, so that he, an exemplary officer of twenty-two years' service, who had never been censured, should not be held to blame.



Eremita às 10:05
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Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011
Sexta-feira, 21 de Janeiro, 2011

O melhor parâmetro para se medir o prestígio de alguém não é o impacto daquilo que fez bem, mas o esforço que dedicamos a tentar tomar por válido o que fez mal. Costumava ilustrar esta regra com a reacção a um erro de gramática num texto de Vergílio Ferreira seleccionado para uma prova de português, mas como já não me recordo do erro (o caso deve estar documentado em alguma hemeroteca), convém renovar o exemplo. Os primeiros 5 capítulos do segundo livro de Guerra e Paz cumprem bem essa função. Porquê? Porque, sendo imensamente aborrecidos, se fica logo a pensar que foi de propósito. E qual teria sido o propósito? Deixar o leitor com imensa vontade que a guerra comece. Pelo menos foi assim que recebi o remate do capítulo 5:

 

"We're going into action, gentlemen!"

"Well, thank God! We've been sitting here too long!"

 

É porém impossível saber se foi esta a real intenção de Tolstói.

 



Eremita às 09:27
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Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011
Terça-feira, 18 de Janeiro, 2011

 

Já começaram os preparativos para a guerra e Tolstói continua a descrever sorrisos. Sorrisos francos, amarelos, cínicos, superiores, empáticos, etc. Este Tolstói é algo irresponsável.

 

 



Eremita às 09:55
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Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011
Quinta-feira, 13 de Janeiro, 2011

 

Terminada a primeira parte de Guerra e Paz, creio que o mais avisado seria ouvir tudo de novo outra vez. O que se segue carece de confirmação, mas acordei com uma comparação na cabeça que preciso de expelir para continuar o dia. À primeira vista, a famosa boutade de Leone sobre o apertado espectro de expressões faciais de Clint Eastwood enquanto actor ("with or without a hat") aplica-se também às personagens de Tolstói, que estão a sorrir ou não. A única diferença é que existem mais tipos de sorrisos do que chapéus numa chapelaria e Tolstói consegue descrevê-los com enorme precisão e economia de meios, sem roubar inteligência às suas personagens, algo a que a étouffante Agustina Bessa-Luís (do pouco que li) não resiste.



Eremita às 10:38
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Domingo, 9 de Janeiro de 2011
Domingo, 09 de Janeiro, 2011

 

A navegar os primeiros 20 capítulos de Guerra e Paz (e também O Ginjal, de Tchekhov), confirmo a minha enorme incapacidade em reter nomes russos na cabeça. Mas confirmei uma outra impressão, que me parece mais substancial: decididamente, sou um leitor autista. Como este termo é usado com grande falta de rigor, esclareço que não quero dizer que me isolo do mundo para ler - tal sucede efectivamente, mas apenas porque na Primavera e Verão leio à sombra de um plátano de um monte do Alentejo profundo. Defino-me como leitor autista no sentido em que tenho pouca apetência para romances com muitas personagens, isto é, romances saturados de socialização. Talvez tivesse bastado notar, pela positiva, que no meu livro preferido há apenas um náufrago e um selvagem, que me inclino para solilóquios e que a minha peça de teatro favorita - A Long Day's Journey into Night - parece definir um limite superior de personagens modesto (4), mas as confirmações pela negativa são menos perturbadas por correlações fortuitas. Guerra e Paz nunca será o livro da minha vida e o número absurdo de figuras que nele interagem bastaria para chegar a essa conclusão. Parte desta tendência traduz limitações neurológicas (uma memória frágil, como referi, mais dada a rostos do que a nomes e números), mas também uma desconfiança na eficiência com que os romancistas exploram a prodigiosa multiplicação de possibilidades que a introdução de cada nova personagem oferece. Não se trata de ser incapaz de suspender a descrença quando há muita gente na página; é como se, com a leitura a avançar, fosse pesando mais o imenso universo do que poderia ter acontecido e não é relatado do que a história que é contada, uma balança que mais facilmente se equilibra com um número reduzido de personagens. Digamos que na ficção sou pela conservação dos recursos e que fico muito perturbado quando, mesmo sendo a obra grandiosa, houve muito desperdício, o que é certamente o caso de Guerra e Paz. Mas vamos chegar ao fim e cumprir o Ouriquense, pois  a nossa disciplina é férrea.



Eremita às 14:00
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Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011
Segunda-feira, 03 de Janeiro, 2011

 

A impressão mais forte que os primeiros capítulos de Guerra e Paz deixam é a obsessão de Tolstói pelo lábio superior, o que nos leva a pensar num destino alternativo para a história da literatura se Gina Gershon tivesse privado com o escritor. Quanto ao resto, estou assustadíssimo. Serei incapaz de acompanhar tantas personagens durante tanto tempo; sinto-me espectador de um daqueles planos intermináveis à Robert Altman. Que saudades do Quijote: um homem alto, um homem baixo, uma pileca, um burro.


Nuno Salvação Barreto
ameaça partir a loiça se o Ouriquense continuar com a exibição gratuita de mulheres que tem caracterizado o começo de 2011. O forcado terá afirmado: "Nem com  a Primavera já aí. É preciso voltar às raízes..."



Eremita às 18:37
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