Quinta-feira, 2 de Março de 2017
Quinta-feira, 02 de Março, 2017

Nem sempre um blogger diz mal de um cronista da imprensa de referência por inveja. De resto, o que irrita este blogger não é um cronista em particular, mas a acumulação de colunas semanais na imprensa escrita e espaços de comentário na rádio e TV por cronistas generalistas que não têm um ângulo de análise suficientemente original ou pertinente para tantos palcos. Para que conste, desta vez nem estou apenas a pensar em Seixas da Costa, pois abundam outros exemplos: Pedro Adão e Silva, Pedro Marques Lopes, Isabel Moreira, Daniel Oliveira, Pacheco Pereira, etc. 



Eremita às 09:05
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3 comentários:
De Francisco Seixas da Costa a 2 de Março de 2017 às 12:30
Há sempre uma solução: não ler o que vier assinado por essas pessoas. Não perde tempo e evita irritar-se. Nos intervalos pode, contudo, perguntar-se por que razão há tanta gente a lê-los...


De Eremita a 2 de Março de 2017 às 13:12
Caríssimo,

Parte do princípio de que a promessa de alguma irritação não atrai o leitor, o que me parece muito redutor. Conclui ainda que há muita gente a ler os colunistas ubíquos, mas sem definir um critério de comparação e como se essa estatística fosse prova de meritocracia. A ser verdade o que escreve, António Guerreiro, um cronista sofisticado e culto, sem paralelo na nossa imprensa, teria de vagar o lugar, pois as suas crónicas são pouco comentadas e nada virais.

Há no nosso firmamento mediático casos óbvios de excesso de exposição. Pedro Marques Lopes, por exemplo, passa a semana a repetir na televisão o que disse na rádio e antes escrevera no DN. Concluir que as opiniões requentadas de Marques Lopes são melhores do que as de qualquer pessoa sem capital mediático seria um absurdo. Parece-me mais sensato concluir que as carreiras de comentador se fazem ainda dentro de um circuito muito fechado e pequeno, que tende a gerar os casos de exposição excessiva.

Mas não se apoquente. Até aprecio a sua escrita quando se apoia no seu traquejo como diplomata.


De M. Goncalves a 5 de Março de 2017 às 15:11
Muitas vezes penso que há um problema de base no "recrutamento" de cronistas/comentadores em Portugal.
Falta diversidade não só porque um mesmo cronista se desdobra por vários meios de comunicação a repetir o que pensa (e, à partida, na mesma semana dificilmente uma pessoa muda de perspectiva sobre um assunto para apresentar pontos de vista diferentes em crónicas/ comentários publicados com poucos dias de diferença). Falta diversidade também porque os cronistas que comentam a actualidade política nacional e internacional são quase sempre pessoas ligadas a partidos políticos ou jornalistas. Não digo que o comentário dessas pessoas não tem valor mas apenas que o comentário de um politólogo isento, por exemplo, seria porventura tão ou mais valoroso.



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