Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Ouriquense

21
Jan17

Pacheco Pereira: mau trabalho

Eremita

O problema do pluralismo na actual informação não está em substituir um pelo outro – está em cada vez mais os órgãos de informação alinharem pelo “pensamento único”, que nasceu no “jornalismo económico” nos anos da crise de 2008 em diante e se consolidou com força durante os anos da troika e de Passos Coelho. Foi nessa altura que a direita portuguesa ganhou a batalha ideológica à esquerda e com uma little help from my friends, bastante grande aliás, está a consolidar e a expandir posições. Esses “amigos”, os conhecidos e os desconhecidos, envolvem interesses económicos, investimentos de dúbia origem, como acontece com os angolanos, lobbies políticos e ideológicos que se organizaram mais agressivamente para manter o legado da intervenção da troika, apontando como alvo da austeridade a classe média e os mais pobres, desequilibrando as leis do trabalho a favor do patronato, e pretendendo “limpar” o país das “oligarquias”, ou seja, dos sindicatos, dos intelectuais, dos jornalistas incómodos, de quaisquer pessoas que se lhes oponham. Aliás, a recente campanha miserável contra Silva Peneda, que ousou contestar a posição do PSD, é um exemplo de um estilo que nasceu nestes anos, de pessoalizar os ataques políticos, começando por referir sempre o nome das pessoas nos títulos dos artigos sem discutir as ideias ou as políticas. Pacheco Pereira

 

Num artigo sobre a falta de pluralismo nos media e o crescente domínio da direita, Pacheco Pereira diz que "veria com muita preocupação que o Observador, que é um projecto político, “passasse” para um jornal do mainstream como o Diário de Noticias ou o PÚBLICO". Toda a gente percebe a mensagem, mas quando nada escreve sobre a saída recente de três cronistas de esquerda do Público, o silêncio é mesmo - por uma vez - ensurdecedor. Isto começa a cansar. Se alguém usa os media para discutir a falta de pluralismo, deve estar preparado para levar a discussão até às últimas consequências, isto é, correr o risco de ser dispensado do órgão de comunicação em que escreve. É que para se ser a consciência moral da nação, não basta ter a cabeça no lugar, é preciso tê-los também no sítio. Caso contrário, mais vale ficar caladinho, como escolheram fazer todos os outros colunistas do Público

 

Adenda: estamos de acordo

 

 

 

1 comentário

Comentar post

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

Blogs

Cultura

Ajude Fausto:

  • Uma votação em curso

Ouriquense, S.A, Redacções por encomenda

Séries

Personagens ouriquenses

CineClube- programação

  •  

Filmes a piratear

  •  

Filmes pirateados

Alfaias Agrícolas

Apicultura

Enchidos e Presuntos

Pingo Doce

Imprensa Alentejana

Portal ucraniano

Guitarra

Judiaria

Tauromaquia

Técnicas de homicídio

John Coplans

Artes e Letras

Editoras Nacionais

  •  

Literatura Russa

Leituras concluídas

Leituras em Curso

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D