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Ouriquense

26
Jun12

Cena #1

Eremita

Tenho sobretudo pensado no que não quero escrever e na necessidade de fazer várias versões do capítulo entretanto escrito, mas desde domingo ando obcecado com uma cena cujas influências não consigo identificar; interpreto este vazio referencial como um sinal de qualidade, por contraste com outra cena, em tempos também muito presente e entretanto sossegada, em que Hans sai da água do mar e é observado por Guillaume com uma vaga curiosidade erótica, o que foi provavelmente decalcado de um James Bond recente. A nova obsessão é esta: Paulo, o primogénito de Guillaume que tem uma inteligência matemática acima da média, é incitado a começar uma colecção, mas não se interessa por cadernetas, nem selos, nem latas de refrigerantes, nem nenhum outro conjunto de diversidade conspícua, e descobre que gosta é das séries monótonas. Daí começar uma colecção de amostras de areia de diferentes praias, que cresce muito depressa, em parte alimentada pelo cosmopolitismo do pai. Paulo tem três preocupações: que a areia esteja sempre em frascos idêntidos, que as etiquetas sejam sóbrias, chegando a utilizar para o efeito uma impressora, e que nunca dois frascos estejam abertos ao mesmo tempo numa mesma divisão, para evitar contaminações com grãos de areia de outra praia. Mas Paulo não sabe que Pedro, o benjamim, por vingança e pela calada, um dia misturou quase todas as areias, segredo que depois partilhou com a irmã Patrícia, que nada disse a Pedro.

 

Adenda: os projectos de cenas passarão a ter números. Esta é a cena #1.

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