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Ouriquense

25
Jul10

The Carpenter

Eremita

 

 

 

Seat thyself sultanically among the moons of Saturn, and take high abstracted man alone; and he seems a wonder, a grandeur, and a woe. But from the same point, take mankind in mass, and for the most part, they seem a mob of unnecessary duplicates, both contemporary and hereditary. But most humble though he was, and far from furnishing an example of the high, humane abstraction; the Pequod's carpenter was no duplicate; hence, he now comes in person on this stage.

 

Like all sea-going ship carpenters, and more especially those belonging to whaling vessels, he was, to a certain off-hand, practical extent, alike experienced in numerous trades and callings collateral to his own; the carpenter's pursuit being the ancient and outbranching trunk of all those numerous handicrafts which more or less have to do with wood as an auxiliary material. (...)


... This carpenter was prepared at all points, and alike indifferent and without respect in all. Teeth he accounted bits of ivory; heads he deemed but top-blocks; men themselves he lightly held for capstans. But while now upon so wide a field thus variously accomplished and with such liveliness of expertness in him, too; all this would seem to argue some uncommon vivacity of intelligence. But not precisely so. For nothing was this man more remarkable, than for a certain impersonal stolidity as it were; impersonal, I say; for it so shaded off into the surrounding infinite of things, that it seemed one with the general stolidity discernible in the whole visible world; which while pauselessly active in uncounted modes, still eternally holds its peace, and ignores you, though you dig foundations for cathedrals. Yet was this half-horrible stolidity in him, involving, too, as it appeared, an all-ramifying heartlessness;-yet was it oddly dashed at times, with an old, crutch-like, antediluvian, wheezing humorousness, not unstreaked now and then with a certain grizzled wittiness; such as might have served to pass the time during the midnight watch on the bearded forecastle of Noah's ark. Was it that this old carpenter had been a life-long wanderer, whose much rolling, to and fro, not only had gathered no moss; but what is more, had rubbed off whatever small outward clingings might have originally pertained to him? He was a stript abstract; an unfractioned integral; uncompromised as a new-born babe; living without premeditated reference to this world or the next. You might almost say, that this strange uncompromisedness in him involved a sort of unintelligence; for in his numerous trades, he did not seem to work so much by reason or by instinct, or simply because he had been tutored to it, or by any intermixture of all these, even or uneven; but merely by kind of deaf and dumb, spontaneous literal process. He was a pure manipulater; his brain, if he had ever had one, must have early oozed along into the muscles of his fingers. He was like one of those unreasoning but still highly useful, multum in parvo, Sheffield contrivances, assuming the exterior-though a little swelled-of a common pocket knife; but containing, not only blades of various sizes, but also screw-drivers, cork-screws, tweezers, awls, pens, rulers, nail-filers, countersinkers. So, if his superiors wanted to use the carpenter for a screw-driver, all they had to do was to open that part of him, and the screw was fast: or if for tweezers, take him up by the legs, and there they were.

 

Yet, as previously hinted, this omnitooled, open-and-shut carpenter, was, after all, no mere machine of an automaton. If he did not have a common soul in him, he had a subtle something that somehow anomalously did its duty. What that was, whether essence of quicksilver, or a few drops of hartshorn, there is no telling. But there it was; and there it had abided for now some sixty years or more. And this it was, this same unaccountable, cunning life-principle in him; this it was, that kept him a great part of the time soliloquizing; but only like an unreasoning wheel, which also hummingly soliloquizes; or rather, his body was a sentry-box and this soliloquizer on guard there, and talking all the time to keep himself awake. Cap. 107

20
Jul10

O cidadão Lima

Eremita

Geodésicas

 

Lima só se deu conta da dimensão da sua crise de meia-idade diante do seu certificado de registo criminal, pois sentiu-se frustrado ao ler:  "Nada consta acerca da pessoa acima referida". A frase vinha emoldurada por um rectângulo desenhado a asteriscos, símbolos com um brilho estático a remeter para as luzes de music hall que nunca circundaram Eros Dell'Erba, o seu antigo nome artístico. Também nessa tarde, na loja do cidadão, Lima repetiu a sua assinatura 4 vezes e, embora tivesse confirmado todos os dados no cartão que o monitor gerou no momento, não se reconheceu na fotografia que havia tirado minutos antes, para desespero do funcionário. Depois de um dia inteiro passado em repartições públicas, na preparação de uma nova vida que punha termos à carreira de cantor romântico, talvez aquela estranha disposição de Lima fosse um sintoma de que Eros Dell'Erba estrebuchava.

 

Se gosta do kafkiano soft, não perca o final desta história.

 

O cidadão Lima e Sentanhyu são duas geodésicas e, por definição, já estão escritas. Este esquema de publicação é  meramente estratégico.

13
Jul10

Capítulo I

Eremita

 

Haeckel

 

 

 

A frase inicial é uma mera surrogate, que serve para arrancar e será eliminada na altura das revisões. O capítulo começa bem e consigo conduzir o leitor por uma experiência após a morte sem fantasias, o que muito me agrada. Também já decidi que BW terá momentos de humor. Há Luiz Pacheco, Orson Welles e Charles Lindbergh.

 

Este método de escrever um romance só para evitar a vergonha de tudo não passar de uma invenção parece-me promissor e até patenteável. É como se a exigência de verosimilhança não ficasse pelo conteúdo da escrita e contaminasse o próprio acto de escrever. Isto parece-me tão bom que não pode ser novidade, mas deixem-me sonhar.

13
Jul10

Como não se ergue um romance

Eremita

 

Temos título e temos capa. No título vem o nome de um senhor estrangeiro, o que geralmente faz aumentar as vendas e facilita a internacionalização da obra. A capa é um espermatozóide em trajectória circular, desenhado com recurso às técnicas da ilustração científica. Como 90% dos futuros compradores que irão adquirir este produto não passarão da capa e da lombada, já fiz o grosso do trabalho. Ficam a faltar as 400 páginas.

11
Jul10

Os Ray Ban mágicos

Eremita

 

O judeu ouviu as minhas queixas, retirou-se e voltou com eles na mão.

 

- Toma lá esta merda.

 

- Mas são uns Ray Ban. Onde os arranjaste?

 

- Os judeus também oferecem prendas. Recebi-os há uns anos. Nunca os usei.

 

- Fazes-me um bom preço?

 

- Não sejas anti-semita.

 

- Faz-me o teu preço, pronto.

 

- Não me queiras somítico.

 

- Raios, é difícil negociar contigo.

 

- Estás a ser anti-semita outra vez. Vamos, atira-me com os colonatos na Cisjordânia à cara.

 

- Desisto,vou até ao monte.

 

- Leva lá os óculos, não quero que derrapes nessas miragens de lençóis de água que dizes ver na estrada. Têm lentes polarizadas.

 

- É uma prenda?

 

- Estás a fazer-me ir contra a minha natureza.

 

- Isso agora também  foi muito anti-semita.

 

- Neste caso, prefiro chamar-lhe humor autodepreciativo.

 

E foi assim que vim para a rua com o Ray Ban na mão, sem saber se eram meus.

 

10
Jul10

Mark, the Shaolin warrior

Eremita

 

Nem sequer é a mais divertida das gralhas, mas reajo sempre com o gozo de um miúdo exposto a uma anedota e os miúdos conseguem achar graça a qualquer anedota.

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