Terça-feira, 16 de Setembro de 2008
Terça-feira, 16 de Setembro, 2008

 

Na noite passada houve sessão no cineclube. Mais tarde escreverei sobre este filme - e sobre o par de namorados que tanto se beijavam durante a sessão pirateada no domingo, no King de Lisboa, criando aqui na parede caiada do cine de Ourique um efeito grotesco e cómico: perfis unidos por lábios que se descolam e de novo se unem como delicadas sombras chinesas, mas também silhuetas de rodapé sobre um fundo em que Philip Seymour Hoffman penetrava Marisa Tomei à canzana. Por agora queria apenas deixar esta nota: a vanguarda intelectual de Ourique inclui quase todos os tipos sociais que vi também reproduzidos em Paris, Nova Iorque e Lisboa. Mas se nas grandes cidades é isso mesmo que se espera, pela dimensão da amostra populacional, o caso de Ourique é surpreendente. Surpreendente porque não se trata de caricaturas, como numa qualquer telenovela brasileira passada num lugarejo. É gente a sério e gente igual à gente que sempre conheci. A tal estrutura fractal das sociedades faz com que uma vila envelhecida e com poucos milhares não perca material humano. Estão  todos aqui. Mais tarde também escreverei sobre isto - agora é tempo de ir rachar lenha.


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Eremita às 08:14
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