Domingo, 8 de Novembro de 2009
Domingo, 08 de Novembro, 2009
Conheci um homem que falava exactamente como Herzog. Como se não bastasse, este homem era uma referência moral, alguém que aparentemente chegara à velhice com a consciência imaculada. Nadava todas as manhãs no Tejo, pintava, fora despedido e aceitara-o com estoicismo; de dois em dois anos deslocava-se aos EUA para fazer pequenas reparações no chalé da ex-mulher. Era um homem bom, de cabelos branquíssimos e longos. O que mais aprecio neste trecho de documentário está para lá do que é consensualmente belo e todos podemos partilhar. Há quem imagine a voz de Deus grave, poderosa e cheia de ressonâncias, mas para mim Deus é alemão e fala sempre num inglês apátrida e competente, com a voz de Herzog.