Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009
Segunda-feira, 26 de Outubro, 2009
Há quem queira perpetuar o instante do orgasmo, mas parece-me uma perspectiva extenuante. Preferia perpetuar aquele princípio de tarde, quando meia garrafa de tinto nos deixa num torpor perfeitamente compatível com as convenções sociais e o raciocínio, mas que elimina a tristeza e a angústia. Acerto inclusive na ortografia de "torpor", até agora uma das palavras que sistematicamente escrevia mal.
"O torpor" pode adormecer "a tristeza e a angústia" mas não as elimina. E é muito pouco para se esperar da soma dos dias, não é?
Só a coragem interior de se ser fiel a si próprio - e que se lixem "as convenções sociais e o raciocínio" -, só a iniciativa, a decisão, a acção, o tal "movimento do pêndulo", podem acordar as energias fundamentais da vida palpitante (soa mal, eu sei, mas a vida tem mesmo de ser palpitante).
Sugiro a leitura do mais recente António Damásio.
De
truk a 27 de Outubro de 2009 às 18:48
dificuldade com torpor por causa de ESTURPOR
abraço
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